Eis que eu estava sozinha aqui no silêncio do meu quarto, pensando na vida, nas pessoas, inclinada a assistir alguma coisa interessante. Mas a televisão foi abolida da minha vida em Londres (exceto as reportagens online, os filmes online, os seriados online, os documentários online... A vida online é mais que suficiente e estou certa de que a TV vai acabar rapidamente).
De repente, uma amiga do Brasil parece ler meu pensamento e me manda um link:
"Você TEM que ver isso".Obedeço. E vou.
Percebo pelo título do videoclip que se trata de algo sobre Guilherme Arantes. Vou animada. Fui fã do Guilherme Arantes na década de 80 (você também certamente foi fã de alguma coisa nos anos 80, então não me venha com essa. Estamos quites) e não resisti. Clico freneticamente.
Vejo o nome da música e não reconheço, o que me deixa perplexa. Que tipo de fã sou eu? O vídeo começa. Não é uma música do Gui. Alívio. Mas foi algo organizado pelo Gui, em 1987. Uma campanha de conscientização sobre a AIDS que envolveu vários artistas, patrocinada e veiculada pela Rede Globo.
O vídeo começa. E começa na verdade um requintado filme de horror. Quase cinco minutos de pura agonia.
A música é Viver outra vez, de Osmir Neto (não sei nada sobre ele, procurei algumas informações na internet e não achei nada confiável _ algumas falavam sobre a relevância do cantor no cenário brasileiro. Portanto, aceito informações relevantes sobre a figura).
Guilherme Arantes abre o vídeo com aquela vitalidade ímpar da década de 80. A música é incompreensível ("A minha mão nosso pai... Quero viver outra vez"), o ritmo é péssimo.
Na medida em que você vai assistindo ao clip, o pânico atinge graus elevados. A impressão imediata é que convidaram tudo e todos. Ou todos disponíveis. Ou o cachê era baixo. Ou era pura caridade.
Ou o que mais pode explicar o Emílio Santiago, o Neguinho da Beija-Flor, o Jerry Adriani e o Dr.Silvana, por exemplo, juntos? Heim? Qual é a conexão MUSICAL? Elza Soares combina com Rosana? A coisa vai se complicando ainda mais. Os fantasmagóricos dos anos 80 vão saltitando pela tela.
Jerry Adriani, como sempre, canta imponente, com o usual terno branco. Silvinho mexe a cabeleira, espreme os olhinhos. Eu me esforço e a internet me ajuda a lembrar que ele é o cara do Ursinho Blau Blau. Atualizando os internautas, lembro que ele virou evangélico (observação relevante: nem a Gretchen nem a Simoni estão no vídeo), fez um ensaio nu para uma revista feminina em 2000, é casado (tive sérias dúvidas sobre a heterossexualidade dele assistindo ao vídeo), tem filhos.
Vem em seguida o Marcelo. Me inquieto. Conheço o cara, sei que ele é famoso. Me parece ator de novela da década de 80, mas era cantor, óbvio. O que foi que ele fez???? Internet again: você se lembra da música "Ah, abre coração, vem me fazer feliz!". Pois é. Marcelo.
Neguinho da Beija Flor canta e eu, desatenta, o confundo com Emilio Santiago. Parecem gêmeos.
Quando você começa a se sentir mais confortável, reconhecendo os ídolos de 80, surge Renato Terra. Você se esforça, se esforça, e nada. Quem era o cara? Resposta: autor de "Bem-te-vi, oh, meu bem, te vi... Voa livre por entre os jardins e pousa no meu coração..." Linda canção. Me emociono ao lembrar.
Depois do Erasmos, claro, eu imagino ver a Wanderléia, mas convidaram a Adriana (isso reforça a tese do cachê baixo), que na verdade é irmã gêmea da Wanderléia. Unha e carne. Tudo parece uma mutação genética neste clip.
O momento que esfria a espinha é quando o Tim Maia grita "quero viver outra vez". Nada mais assustador.
Rosana está magnífica, façamos justiça à moça. Canta inspirada, faz seus gestos de deusa com a convicção de sempre. Muito justo a presença dela no videoclip. Tudo a ver.
Quando a galera resolve bater palma e simular que está cantando rock a coisa se complica seriamente. Você acha que não aguenta até o final. Persistente, eu sigo. Mas a sensação é de paúra.
Agora, a vez é do Dalto. Muito estranho (sem trocadilho). Não sei porque razão, mas esperava, logo em seguida ver quem, quem? Vinícius Cantuária. Mas não.
Finalmente colocam o tal do Osmir Neto no clip. Muito prazer, Osmir.
Jane Duboc mostra a que veio, mas decepciona. A única com algum currículo mais consistente, que poderia dar um certo ar musical mais elitista à coisa, só grita, não canta.
Ninguém consegue entender a razão da imagem do Dr. Silvana (do "Amor sem preconceito sigilo total, sexo total, amante profissional"). Acho que nem ele entendeu porque o convidaram, então só dá uma risadinha, para constar.
Peraí, peraí: o que a Monique Evans está fazendo no recinto??? Pois é. Nem eu, nem o Guilherme Arantes, nem o Osmir Neto e nem a Rede Globo sabem explicar, mas o fato é que a Monique Evans aparece no clip. Ouvi dizer que ela namorava o Marcelo na época. Achava que ele estava junto com o Silvinho. Tudo bem. A vida íntima deles não interessa.
O Tim Maia era amigo da Adriana? Porque se abraçam tão calorosamente?
O Silvinho era gay?
E para confundir tudo, tudo mesmo, aparece o Fábio. Descubro na internet que ele cantava Estela, mas ainda assim a coisa não fica muito clara para mim.
As surpresas não param, e Marcio Greyc dá o ar da graça. Eu não me lembro dele, mas o importante é que ainda continua na ativa, pessoal. Confiram neste link!
É chocante ver a imagem de 1987 e o atual Greyc. O tempo não pára (Cazuza não faz parte do vídeo. Exatamente em 1987 foi diagnosticado ser portador do HIV).
É impressionante como os anos 80 estão pregados na nossa alma para sempre. Você pede para viver outra vez, mas não adianta. O passado te ronda, te aprisiona, te consome. O melhor é se entregar. Ao contrário do lema da música, nem para tudo existe um fim. E continuo, alucinadamente, tentando achar o clip do Fábio cantando Estela...
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Me, Charles Darwin and London
Em Londres, há sempre um elemento surpresa - para o bem ou para o mal.
Quando eu receio cair na melancolia, algo novo acontece.
Nesta sexta-feira - dia dos namorados, diga-se de passagem - o inusitado foi um convite de Anna Barros, amiga, cientista, housemate, para visitar uma sala inusitada (fechada ao público e apenas acessível a cientistas/pesquisadores) no Museu de História Natural de Londres.
Fui, óbvio. Inicialmente meu espírito era observar uma sala - cheia de fósseis, claro - usada na Segunda Guerra como bunker. Todo o museu foi um bunker na Segunda Guerra. Ou seja, meu genuíno interesse era político. Como sempre.
However, houve uma reviravolta após minha chegada ao local.
Primeiro, uma simpática professora inglesa, coordenadora do setor de Mamíferos - sem nenhum trocadilho -, nos recebe na porta do museu.
Descemos para um porão meio assustador, repleto de labirintos. O cheiro me lembrou o do laboratório de Anatomia da Faculdade de Fonoaudiologia (1996 depois de Cristo), cuja breve experiência com formol, órgãos e corpos humanos foi suficiente para me mostrar que aquele não era um caminho profissional que eu devesse seguir.
A simpática inglesa, rápidíssima nas palavras, cheia de ironias e trocadilhos científicos na fala, pergunta se alguém na sala não tem nenhuma familiaridade com os termos biológicos, com Arqueologia, Paleontologia. Inibida, sou a única a levantar a mão. Explico que sou jornalista, amiga da Anna, e estou ali movida apenas pela curiosidade. Todos parecem me perdoar, mesmo sendo uma completa estranha no ninho.
Começa o tour científico.
O porão é cheio de armários fechados, que parecem de alguma forma uma biblioteca de ossos. "Já leu esse?" É exatamente com a naturalidade de quem busca clássicas preciosidades literárias numa biblioteca qualquer que ela fala sobre fósseis encontrados há 200 milhões de anos, como se isso fosse logo ali. Começo a tentar fazer as contas e me perco. Pego um exemplar minúsculo (minúsculo mesmo) de um dente de um mamífero que foi o ancestral das baleias. Data de nascimento: 150 milhões de anos antes de 2009.
Entusiasmada, a cientista do Museu de História Natural vai abrindo armários, explicando milhões de coisas sobre a Era X, Y, Z(Mezozóica? Paleozóico?). Os estudantes (de Masters e PhD) parecem perplexos, o que me leva a acreditar que aquilo tudo deve ser MUITO importante. Digamos que o equivalente, para quem gosta de literatura, seria como receber um convite de um "ancestral" de Dostoevsky para entrar na casa dele e ver as "penas" que ele usava para escrever, a biblioteca particular dele, os manuscritos que nunca publicou. Emoção impossível de descrever.
Prosseguimos entre centenas de armários cheios de gavetas - e ossos - preciosas. Eis que em um armário está guardado o crânio de um provável ancestral dos rinocerontes (a professora explica que ainda não há indícios suficientes para comprovar quem foi o animalzinho em questão, mas os cientistas estão produzindo um "paper" a respeito). Idade provável do bichinho: 35 milhões de anos. E eu achava que minha vozinha, que partiu desta para a melhor com 96, era uma heroína.
Passamos por um setor meio estranho, em que ela mostra "vestígios de gramas" encontradas no intestino de alguns mamíferos - claro que há milhões de anos. Eu penso que aquilo deve ser uma maconha poderosa, mas evito fazer qualquer comentário. Ela explica sobre a evolução do esôfago, porque precisamos ter algo "comprido" entre o estômago e a boca e, em seguida, abre uma coleção pré-histórica de coco. Isso é novo pra mim. Os cientistas estudam coco antigo para ter algum indício sobre a evolução das espécies. Ok, tem gosto para tudo, inclusive na Ciência. Os estudantes pegam o coco. Eu me recuso. Não sou cientista, sou a única jornalista do grupo. Não preciso pegar coco.
Quando eu começo a me entusiasmar com o tesouro científico - tirando a parte do coco -, o inesperado acontece. Ela abre o armário "Charles Darwin Collection - Beagle Voyage". Os estudantes tremem. Eu sinto que agora é o apogeu da nossa visita. Ela abre algumas caixas e nos deixa tocar alguns fósseis, depois que uma bióloga britânica, quase chorando, pergunta se pode passar o dedinho naqueles ossinhos. O fóssil em questão é de uma espécie gigantesca do bicho-preguiça (Malloton) que Darwin coletou na viagem feita a bordo do navio Beagle (1831-1836) para os Galápagos e América do Sul. Começo a entender a razão da falta de fôlego dos estudantes. A tal coleção é parte da inspiradora obra "A origem das espécies", talvez mais importante que a Bíblia. Me emociono. E passo a mão no avô do bicho-preguiça gigante. Estou ali em frente ao armário do Darwin. Sacou? Deu pra entender?
Depois ela mostra uma coleção de cérebros de baleias - divertido, mas tudo fica pequeno depois da coleção do Darwin - e o tour termina com a exposição de uma coletânea de fósseis de cetáceos (golfinhos, baleias, etc). Incrível. Ela mostra como foi a "evolução" ou "adaptação" dos dentes dos cetáceos - até eles virarem de fato baleias e golfinhos. Realmente incrível. Primeiro comiam plantas aquáticas (dentinhos mais suaves, arredondados). Depois, começaram a comer peixinhos (dentes mais afiados). Enfim, a natureza é mesmo perfeita. E não há como duvidar da teoria da evolução das espécies. Ela está ali, catalogada. Na sua cara. Evidente.
Fico pensando nas coisas que o ser humano devia mudar no próprio corpo para "aperfeiçoar" a vida no futuro. Imagino o dia em que os meus herdeiros genéticos vão olhar o fóssil do meu dedão do pé e pensar como era atrasada essa coisa de ter unha encravada. Um dia isso vai mudar. O corpo, aos poucos, vai provar para a unha do meu dedão que não existe espaço suficiente para ela crescer como bem entende - assim como o estômago provou para o corpo que ele precisava de algo intermediário entre a boca e surgiu, então, o esôfago. E eles (a unha e o dedão do pé) vão se entender, harmonicamente, no futuro. Talvez isso demore 30 milhões de anos. Não tem problema. A espécie vai ser melhor. Uma espécie sem unha encravada.
O mundo é mesmo incrível. A natureza é incrível.
E eu, incrivelmente, passei a mão nos ossinhos do tataravô do bicho-preguiça gigante descoberto pelo Darwin. Pode ser mesmo supreendente a vida em Londres.
Quando eu receio cair na melancolia, algo novo acontece.
Nesta sexta-feira - dia dos namorados, diga-se de passagem - o inusitado foi um convite de Anna Barros, amiga, cientista, housemate, para visitar uma sala inusitada (fechada ao público e apenas acessível a cientistas/pesquisadores) no Museu de História Natural de Londres.
Fui, óbvio. Inicialmente meu espírito era observar uma sala - cheia de fósseis, claro - usada na Segunda Guerra como bunker. Todo o museu foi um bunker na Segunda Guerra. Ou seja, meu genuíno interesse era político. Como sempre.
However, houve uma reviravolta após minha chegada ao local.
Primeiro, uma simpática professora inglesa, coordenadora do setor de Mamíferos - sem nenhum trocadilho -, nos recebe na porta do museu.
Descemos para um porão meio assustador, repleto de labirintos. O cheiro me lembrou o do laboratório de Anatomia da Faculdade de Fonoaudiologia (1996 depois de Cristo), cuja breve experiência com formol, órgãos e corpos humanos foi suficiente para me mostrar que aquele não era um caminho profissional que eu devesse seguir.
A simpática inglesa, rápidíssima nas palavras, cheia de ironias e trocadilhos científicos na fala, pergunta se alguém na sala não tem nenhuma familiaridade com os termos biológicos, com Arqueologia, Paleontologia. Inibida, sou a única a levantar a mão. Explico que sou jornalista, amiga da Anna, e estou ali movida apenas pela curiosidade. Todos parecem me perdoar, mesmo sendo uma completa estranha no ninho.
Começa o tour científico.
O porão é cheio de armários fechados, que parecem de alguma forma uma biblioteca de ossos. "Já leu esse?" É exatamente com a naturalidade de quem busca clássicas preciosidades literárias numa biblioteca qualquer que ela fala sobre fósseis encontrados há 200 milhões de anos, como se isso fosse logo ali. Começo a tentar fazer as contas e me perco. Pego um exemplar minúsculo (minúsculo mesmo) de um dente de um mamífero que foi o ancestral das baleias. Data de nascimento: 150 milhões de anos antes de 2009.
Entusiasmada, a cientista do Museu de História Natural vai abrindo armários, explicando milhões de coisas sobre a Era X, Y, Z(Mezozóica? Paleozóico?). Os estudantes (de Masters e PhD) parecem perplexos, o que me leva a acreditar que aquilo tudo deve ser MUITO importante. Digamos que o equivalente, para quem gosta de literatura, seria como receber um convite de um "ancestral" de Dostoevsky para entrar na casa dele e ver as "penas" que ele usava para escrever, a biblioteca particular dele, os manuscritos que nunca publicou. Emoção impossível de descrever.
Prosseguimos entre centenas de armários cheios de gavetas - e ossos - preciosas. Eis que em um armário está guardado o crânio de um provável ancestral dos rinocerontes (a professora explica que ainda não há indícios suficientes para comprovar quem foi o animalzinho em questão, mas os cientistas estão produzindo um "paper" a respeito). Idade provável do bichinho: 35 milhões de anos. E eu achava que minha vozinha, que partiu desta para a melhor com 96, era uma heroína.
Passamos por um setor meio estranho, em que ela mostra "vestígios de gramas" encontradas no intestino de alguns mamíferos - claro que há milhões de anos. Eu penso que aquilo deve ser uma maconha poderosa, mas evito fazer qualquer comentário. Ela explica sobre a evolução do esôfago, porque precisamos ter algo "comprido" entre o estômago e a boca e, em seguida, abre uma coleção pré-histórica de coco. Isso é novo pra mim. Os cientistas estudam coco antigo para ter algum indício sobre a evolução das espécies. Ok, tem gosto para tudo, inclusive na Ciência. Os estudantes pegam o coco. Eu me recuso. Não sou cientista, sou a única jornalista do grupo. Não preciso pegar coco.
Quando eu começo a me entusiasmar com o tesouro científico - tirando a parte do coco -, o inesperado acontece. Ela abre o armário "Charles Darwin Collection - Beagle Voyage". Os estudantes tremem. Eu sinto que agora é o apogeu da nossa visita. Ela abre algumas caixas e nos deixa tocar alguns fósseis, depois que uma bióloga britânica, quase chorando, pergunta se pode passar o dedinho naqueles ossinhos. O fóssil em questão é de uma espécie gigantesca do bicho-preguiça (Malloton) que Darwin coletou na viagem feita a bordo do navio Beagle (1831-1836) para os Galápagos e América do Sul. Começo a entender a razão da falta de fôlego dos estudantes. A tal coleção é parte da inspiradora obra "A origem das espécies", talvez mais importante que a Bíblia. Me emociono. E passo a mão no avô do bicho-preguiça gigante. Estou ali em frente ao armário do Darwin. Sacou? Deu pra entender?
Depois ela mostra uma coleção de cérebros de baleias - divertido, mas tudo fica pequeno depois da coleção do Darwin - e o tour termina com a exposição de uma coletânea de fósseis de cetáceos (golfinhos, baleias, etc). Incrível. Ela mostra como foi a "evolução" ou "adaptação" dos dentes dos cetáceos - até eles virarem de fato baleias e golfinhos. Realmente incrível. Primeiro comiam plantas aquáticas (dentinhos mais suaves, arredondados). Depois, começaram a comer peixinhos (dentes mais afiados). Enfim, a natureza é mesmo perfeita. E não há como duvidar da teoria da evolução das espécies. Ela está ali, catalogada. Na sua cara. Evidente.
Fico pensando nas coisas que o ser humano devia mudar no próprio corpo para "aperfeiçoar" a vida no futuro. Imagino o dia em que os meus herdeiros genéticos vão olhar o fóssil do meu dedão do pé e pensar como era atrasada essa coisa de ter unha encravada. Um dia isso vai mudar. O corpo, aos poucos, vai provar para a unha do meu dedão que não existe espaço suficiente para ela crescer como bem entende - assim como o estômago provou para o corpo que ele precisava de algo intermediário entre a boca e surgiu, então, o esôfago. E eles (a unha e o dedão do pé) vão se entender, harmonicamente, no futuro. Talvez isso demore 30 milhões de anos. Não tem problema. A espécie vai ser melhor. Uma espécie sem unha encravada.
O mundo é mesmo incrível. A natureza é incrível.
E eu, incrivelmente, passei a mão nos ossinhos do tataravô do bicho-preguiça gigante descoberto pelo Darwin. Pode ser mesmo supreendente a vida em Londres.
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