quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dimólogo

Te escrevo porque não sei conversar.
Até sei o que dizer, mas sempre imagino sob silêncio.
Não falo em voz alta.
Reproduzo também, calada e mentalmente, as suas respostas.
Elas brigam muito com minhas perguntas.
Minhas palavras retrucam delicadamente as suas.
É um diálogo, afinal.
E vamos assim, trocando idéias, horas a fio.
Terminada a troca de frases à exaustão, nos despedimos.
Sei exatamente o que você pensa sobre tudo.
Você agora tem certeza de quem eu sou.
Não resta dúvida.
Ah, volta, tem mais uma coisa que eu não falei:
Qual é mesmo seu nome?

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