sábado, 3 de novembro de 2007

Entre uma mamada e outra (para Lu e Bel)

Ainda não a conheço. Imagino.
Assim: um dia, cabelos encaracolados, olhos castanhos bem escuros, cara sapeca e perspicácia incomum, vai estar no meio da sala, com copinho de tequila (ou vinho), sentada no colo de uma das tias, no horário do chá. Como é a mais velha no clã da segunda geração (ainda não sabemos quem mais virá), ditará as regras.
Um dia, vai nos contar de novos amores, enquanto nós cinco lamentamos todos os que deixamos passar e comemoramos os que ficaram para valer. Ou que não vieram, ou que nunca foram.
Um dia, estaremos juntas numa grande celebração.
Um dia, vamos todas ao parque, andar de carrinho bate-bate.
Vamos jogar truco, ver todas juntas álbuns de retrato (faculdade, casamentos _feitos e desfeitos_, batizados, bodas, 15 anos).
Faremos um jantar.
Vamos encarar uma balada. Inevitável.
Show. Teatro.
Chá com seis, sete, oito.
Ela veio para nos mostrar o que ainda vai chegar.
Seja bem-vinda, abra a porta.
É também sua essa casa.

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