Tristeza não revelada incomoda mais que dor escancarada.
Tem olhar molhado, riso disfarçado. Tenta enganar, mas se fitada é descoberta.
E tristeza triste fica represada, sem vontade de gritar.
Grite pra mim, homem triste.
Limpe o olhar, abandone esse riso falso e deixe a verdade chorar.
Jogue fora parte da biblioteca e escute os meus casos bobos que te fazem rir.
Dê ritmo novo ao turbilhão de pensamentos.
Saia na chuva, porque é dela que você gosta.
E assim, corpo molhado _ e não o olhar _, venha pra mim,
Porque eu espero o sentido, eu espero as horas, entro na sua biblioteca. Pego o jornal desfeito por chuva, caminho até a padaria, tomo o vinho, o pão, chupo as balas de erva.
Entro até na igreja. Rezo. Porque eu espero o sentido.
Eu te espero, como nunca quase o mundo me engolisse.
Uma situação tola, uma tola condição humana,
E, humana, a nossa condição para bobagens.
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