Eu me embalo fácil.
Durmo bêbada, durmo com sono, durmo ao luar.
As pílulas sempre as mantive distantes.
Me comoveram, em certa ocasião.
Tinha perdido o sentido do tempo. Do dia, da noite, do acordar.
Acordar para que tempo? Para que hoje?
Mandei então a esfera cor de rosa para dentro do corpo.
O efeito veio rápido. O torpor avassalou minha angústia.
Devo ter sonhado, não lembro.
A tarja preta ficou meses escondida na gaveta.
Pensei em usar nas muitas horas de dor.
Resisti, me mandaram consultar os astros, ou o ortomolecular.
Não tem búzios. Não tem zodíaco.
Recuso-me a assumir o prognóstico de minha limitação.
Segui fraca, sem bula.
Outro dia abri de novo a gaveta. Vencimento: abril de 2005.
Tive que caminhar. E, cansada, dormi.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário